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Metal cobiçado

Uso cada vez maior e mais diversificado faz do cobre um dos metais não preciosos mais valorizados do mundo. Matéria-prima estratégica, é o mais usado depois do ferro e do alumínio. Seu comércio global movimenta cerca de US$ 100 bilhões por ano. No Chile, maior produtor mundial, o cobre representa nada menos de 15% do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar da crise mundial e da desaceleração do crescimento nos Brics e da China, maior consumidora mundial da matéria-prima, a previsão do Grupo Internacional de Estudo de Cobre (ICSG) é que 2012 registre pelo terceiro ano consecutivo um déficit entre a produção das minas e as necessidades da indústria, mesmo com aumento de 2,5% na oferta nos sete primeiros meses.

Com a entrada em operação de novas plantas, a expectativa para o ano que vem é que a produção de concentrado de cobre chegue a 18,1 milhões de toneladas – 6,4% acima do previsto para este ano. A estimativa para o cobre refinado é de 21,6 milhões de toneladas em 2013 – 6% maior do que em 2012. Já o consumo deve chegar a 20,6 milhões de toneladas – crescimento de 1,5% na comparação com este ano. O mais recente comunicado do ICSG afirma que “para 2013, a demanda mundial deverá aumentar ligeiramente. A demanda industrial na China deve crescer cerca de 5% e no resto do mundo é esperado um aumento de 3,4%”.

“O cobre está no computador, na lâmpada do escritório. Mas só quando há apagão se percebe a importância do cobre porque ele está nos geradores e nas torres de transmissão. É um produto que quase ninguém compra diretamente, mas está presente no dia a dia das pessoas, inclusive na alimentação”, diz Antonio Maschietto, diretor executivo do Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre).

O metal está também nos circuitos, fios e conectores de eletroeletrônicos, como o celular, em botões e zíperes das roupas, em tubos de água e gás da indústria, nas pastilhas de freio e radiadores dos automóveis, nas ligas de cobre e níquel das embarcações que não podem sofrer os efeitos da corrosão, nas conexões de gás e nos cabos de energia elétrica das casas e edifícios. Por sua ação antibactericida passou a ser usado na confecção de equipamentos hospitalares e na estrutura de centros cirúrgicos. Maleável, bom condutor de calor e eletricidade, resistente à corrosão e aos agentes biológicos, o cobre revelou-se um produto de mil e uma utilidades. “O diferencial é que é um produto 100% reciclável e não perde as propriedades quando reciclado”, diz Antonio Maschietto, do Procobre.

As reservas mundiais de cobre, medidas e indicadas, são estimadas em mais de 600 milhões de toneladas – 60% se concentram no Chile, Peru, Estados Unidos e China. A produção mundial em 2011 de concentrado de cobre foi 16,1 milhões de toneladas e a de cobre refinado ficou em 19,6 milhões de toneladas, de acordo com o ICSG. A previsão para este ano é que a produção em mina seja de 16,5 milhões de toneladas – 2,9% maior que a de 2011 – e a de cobre refinado chegue a 20,1 milhões de toneladas – 1,5% maior que a do ano passado.

O Chile lidera o ranking mundial dos produtores de minério de cobre, com 5,5 milhões de toneladas produzidas em 2011 (34% do total). Depois vêm Peru, com 1,2 milhão de toneladas (8%), China, com 1,15 milhão de toneladas (7,1%), e Estados Unidos, com 1,12 milhão de toneladas (7%). A China lidera o consumo e a produção de cobre refinado. Registrou a produção, em 2011, de 5,2 milhões de toneladas em 2011. No mesmo período consumiu 7,9 milhões de toneladas.

A demanda superior à capacidade de produção ajudou a inflar a cotação do cobre no mercado internacional. Em pouco mais de uma década o preço do metal quintuplicou. Em 2000 estava em US$ 1,7 mil a tonelada, passou a US$ 3 mil, em 2004, e, em 2007, bateu no que parecia ser o teto: US$ 8 mil. Na crise de 2009 caiu para US$ 5,6 mil a tonelada. Em 2010 voltou a US$ 8 mil, chegou a US$ 10 mil e agora oscila em torno de US$ 7,5 mil. “A previsão para os próximos cinco anos é de que permaneça nesse patamar”, afirma Marcelo Ribeiro Tunes, diretor de assuntos minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

É o que justifica os investimentos das grandes mineradoras e indústrias nacionais e internacionais. Apesar da crise internacional, que tem levado algumas companhias do setor a adiar alguns projetos, especialistas não acreditam numa paralisação generalizada nos novos negócios. A Freeport-McMoRan Copper & Gold, uma das dez maiores produtoras de cobre do mundo, deve começar no ano que vem o projeto de ampliação da usina da mina de Cerro Verde, na região peruana de Arequipa, no Peru, com o aporte de US$ 4 bilhões, apesar do recuo em outros investimentos. O grupo anglo-australiano Rio Tinto, que em 2010 produziu aproximadamente 700.000 toneladas de cobre, já anunciou a destinação de US$ 660 milhões, nos próximos sete anos, para estender a vida útil da mina de cobre de Bingham Canyon, em Salt Lake City, nos Estados Unidos, para 2029.

Rio Tinto e BHP Billinton, que já anunciou o adiamento de um projeto de US$ 20 bilhões na expansão da mina de urânio e cobre Olympic Dam, na Austrália, também já haviam aprovado planos de US$ 4,5 bilhões de dólares para aumentar a produção da mina chilena Escondida, a maior produtora de cobre do mundo, que no primeiro semestre do ano produziu 533 mil toneladas. Uma nova planta de concentração e novo sistema de manejo mineral irão ampliar a produção para mais de 1,3 milhão de toneladas por ano até junho de 2015.

Fonte: Valor Econômico
Sobre a Decafer (www.decafer.com.br): há 26 anos no mercado, a Decafer é uma empresa de decapagem química com sede em São Paulo capital e planta industrial moldada para atender ao setor metalúrgico de todo o país. Guiada por altos padrões de qualidade e tecnologia, a Decafer desenvolveu métodos únicos no Brasil para a decapagem de tubulações e atuação especializada em decapagem de chapas e aço em geral.
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